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"Ser catequista é ser jardineiro de gente”. Catequizar, portanto, é isso, cuidar da planta da fé que nasce do jardim de Deus, cujos jardineiros somos nós catequistas, pais, sociedade e Pároco. Catequizar é uma arte... seja você um artista!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

HISTORINHA PARA CATEQUESE

                                             O CAQUINHO DO ESPELHO
 Os demônios fizeram um espelho encantado no qual tudo o que era bom, belo e santo era refletido no tal espelho como feio, ruim e repulsivo.
Com muita volúpia foram todos levá-lo ao Céu para verem como seriam refletidas nele a imagem de Deus e dos anjos.
Por tanta ansiedade, de tantos demônios, o espelho acabou caindo e se espatifando sobre a terra, reduzido a uma infinidade de pequenos caquinhos.
Quando um caquinho desses caía no olho de alguém, levado pelo vento, essa pessoa passava a enxergar tudo de acordo com o referido espelho, ou seja, sentido aversão a tudo o que é bom, belo e santo.
Foi o que aconteceu a um menino. Ele foi atingido por um caquinho do espelho numa manhã fria de inverno.
A partir daí ele já não gostava das lindas histórias que a avó contava, não admirava mais as lindas rosas do seu jardim na primavera, não saboreava mais com prazer a deliciosa comida que sua mãe fazia… Toda manifestação de doçura, beleza e bondade era alvo de sua repulsa e de suas críticas.
Resolveu num dia de inverno, ir com o seu trenó atrás da rainha da neve, que morava num palácio de gelo eterno.
Dias se passaram e ele, para a sua família, estava desaparecido.
Ele tinha uma vizinha, uma menina que antes era considerada grande amiga. Partilhava com ela as histórias da avó e as brincadeiras no jardim.
Essa menina não se conformou com o seu desaparecimento e foi atrás dele, enfrentando para isso grandes sacrifícios e dificuldades.
Encontrou-o, finalmente, sozinho no castelo de gelo da rainha da neve. Estava roxo e duro de frio, mas aparentava não sentir frio algum. Considerava-se contente se distraindo com um quebra-cabeça feito de gelo.
 Ao vê-lo a menina manifestou toda a sua alegria por tê-lo encontrado, mas a recepção foi decepcionante. Ao revê-la ele não demonstrou a menor alegria, a presença dela ali talvez até incomodasse.
Diante de um quadro tão triste a menina começou a chorar. Não podia conter a dor de ver uma pessoa tão querida numa situação pior do que a morte.
Como ele estava sentado no chão de gelo e ela em pé ao lado dele, suas lágrimas quentes de verdadeiro amor caíram sobre o menino.
Seu frio coração começou então a se aquecer. Ele começou a se lembrar de tudo o que havia perdido e chorou também.
 Ao chorar, o caquinho do espelho demoníaco saiu de seu olho por meio das lágrimas.
 E ele voltou a ser o menino capaz de ser feliz.
 Uma fábula dinamarques.

                                                              A RAIVA E O CARVÃO
Certo dia um menino chegou da escola muito irritado. Ele contou para o pai que tinha brigado com os colegas, que estava com muita raiva dos amigos.
Ele parecia mesmo transtornado pela raiva, como se quisesse bater em todo mundo que encontrasse pela frente. Pacientemente, o pai perguntou se ele queria se livrar dessa raiva.

O menino disse que sim. Aí, o pai propôs:

- Sabe aquele lençol branco que está ali no varal?
- Sei...
- Você vai pegar pedaços de carvão que está nesse saco aqui e jogar no lençol... Jogar toda sua raiva sujando o lençol.
- E vou me sentir melhor?
- Vamos ver, disse o pai.
O menino foi jogando os pedaços de carvão e, quando acabou, estava imundo.
Com as mãos, os braços e a roupa negros de carvão.
O menino ficou olhando o lençol sujo e depois olhou pra ele mesmo, imundo.
O pai disse então:
- Você viu o que você fez com a sua raiva?
-Você a jogou toda contra o lençol, mas ela também voltou pra você.
O lençol está preto de carvão e você também está preto de carvão.
É como se fosse a sua raiva indo e voltando.
O menino ficou calado olhando para o lençol sujo e para ele mesmo.
 Conclusão:
Se você conseguir se lembrar dessa historinha quando sentir raiva, ódio, mágoa, rancor, pense que todos esses sentimentos ruins, negativos, atingem principalmente o seu coração, mancham o seu espírito, trazem tristeza, e até doenças.

                                              A CASINHA E O AMOR

“Imagine quantas casas existem na região onde moramos? E nos campos espalhados no mundo inteiro? À beira-mar? Nas pequenas cidades e nas grandes então? São milhares de casas, não só de casas... mas de prédios com vários apartamentos. Não podemos esquecer que existem casas também debaixo das pontes, dos viadutos, nas ruas e calçadas.
Existem casas onde mora uma só pessoa... Em outras moram pequenas famílias e em algumas não mora ninguém: estão abandonadas...mas existem casas que estão cheiinhas, repletas de pessoas!
E em minha casa? Quantas pessoas moram nela?  sabemos também que dentro de cada uma das pessoas que moram nos milhares de casas espalhadas no mundo inteiro, portanto  também dentro de mim, existe uma casinha, uma morada!  Você já sabe que casinha é esta? O Coração!
Muitas vezes esta casinha encontra-se: sonolenta, doente, suja, impressionante... aparentemente parece estar feliz!
Outras vezes, esta casinha, encontra-se cheia de mágoas, raiva, ressentimentos, até ódio, insatisfação, angústia... enfim... toda chagada. E tristemente esta chaga se expande e contamina (envolve) outras pessoas que estão perto da gente: o esposo, a esposa, os filhos, os parentes, vai se estendendo até chegar o vizinho e quando menos se pensa já contaminou a Cidade... o País... o mundo!
Mas nem tudo está perdido... estas chagas da nossa casinha têm cura... só é preciso muito exercitar... é preciso ter força de vontade; ou seja; querer curar as chagas desta morada... sabe porque depende só de mim???
Porque Alguém maravilhoso que se chama JESUS, um dia, tomou sobre si os nossos pecados, as nossas chagas. Jesus carregou paciente e amorosamente a Cruz dos nossos pecados, as nossas aversões a Deus. Nas Suas Santas Chagas nós fomos curados. De tal maneira que podemos voltar-nos a DEUS N’ELE e por causa D’ELE, de Sua Cruz...
Através da minha conversão diária, através da minha obediência às Suas Leis e aos Seus ensinamentos... através da aceitação das pequenas cruzinhas diárias, paciente e amorosamente como Ele aceitou a pesada Cruz  dos meus pecados... assim, vou me exercitando...
Seguindo o Exemplo, a Vida e os Ensinamentos de Jesus... sabemos que Ele  nos deixou os Sacramentos e... através do arrependimento contrito e sincero, através da Confissão dos meus pecados, com um Sacerdote da Igreja Católica, a quem Deus deu poder “autoridade” para absolver os pecados em Nome D ’Ele : “-Ego te absolvo”, diz o Sacerdote em Nome de Jesus, no lugar de Jesus, estarei assim  me esforçando para curar as chagas da minha morada: do meu coração...e contribuindo para a cura das chagas do mundo, especialmente daqueles que estão mais próximos de mim...e Deus espera isto de cada um de nós.
Assim nosso coração ficará forte, sadio, alegre, limpinho, saudável para o céu... contagiando outros corações, com seu brilho, seu amor, sua luz.
Jamais poderemos nos esquecer que estando Jesus na Cruz, Ele nos entregou Maria como nossa Mãe. E a Maternidade de Maria, não conhece limites de raças, tempo ou lugar, ela se expande em horizontes universais... e neste universalismo descobrimos outro básico especial para nossa conduta e relações sociais: Todos somos irmãos. Devemos ajudar uns aos outros, levando-os todos à Deus.
Aceitando Maria como nossa Mãe e nos entregando à Ela : Maria cuidará de cada um de nós como cuidou do Seu pequeno Jesus: carinhosa e amorosamente, ornando nossos corações com Suas Virtudes: oração, obediência, humildade, pureza, silêncio, pequenez, perfeito abandono e confiança... e, com as flores da Sua Graça. Maria triunfará desde já nele e o preparará , transformando-o numa morada tão bela, que o Pequeno Jesus, escondido na pequenina Hóstia branca, se regozijará em habitar nele. 
E Jesus, ao estabelecer Sua morada em nosso coração... já triunfará Eucaristicamente nele. Assim o Reino Eucarístico de Jesus já começa a acontecer... em cada coração... até que chegue o dia então que não mais existirão corações chagados, mas corações cheios de muito amor... onde reinarão  para sempre: JESUS e MARIA !
O Mundo estará então ornamentado com as flores de amor, de Paz e de Justiça, terá então se instaurado o Reino de Maria e de Jesus no mundo... e todos estarão reunidos (Um só Rebanho) em uma Comunidade de Amor ( pessoas de todas as raças) ao redor de um único Pastor (Pedro), cujo centro desta Comunidade de Amor será: JESUS EUCARÍSTICO! ”.

                                                      GIGI O GIRASSOL

Numa plantação de milho, surgiu Gigi, um pézinho de Girassol.
Ele era bem pequenino em relação ao milharal.
Mas de repente Gigi cresceu tanto... tanto... e os pés de milho faziam muita força para alcançar aquela plantinha tão alta.
Quanto mais força eles faziam, mais o Girassol crescia e os pés de milho não entendiam como aquela plantinha crescia tão depressa.
Mas o segredo era que Gigi olhava para o sol o dia inteiro e não se cansava. Parecia que tinha necessidade de sempre estar virado para o Astro-Rei.
Quando chegou a época da colheita, os pézinhos de milho ficaram surpresos. Não é que a espiga de Gigi era diferente? Ela era redonda e amarela, parecendo um lindo sol.
Então ficaram curiosos e perguntaram :
-Porque a sua espiga é redonda e amarela, parecendo um lindo sol?
Gigi respondeu:
- Vocês não sabem que eu sou um girassol? Por isso é que sou tão diferente de vocês!
Meu segredo é que sempre estou voltado para o Astro-Rei.
Mesmo que o sol esteja escondido, estou sempre voltado para ele, caso contrário não consigo sobreviver.
Assim devem estar vocês : continuamente voltados para o Divino-Sol: JESUS CRISTO. Ele é verdadeiramente o Sol que dá Vida, Luz e sentido às nossas vidas. Se voltarmos em Sua direção, receberemos a Sua Luz, Sua Força e Seu calor.
E assim, mesmo sendo tão diferentes, poderemos ser muito amigos.
Moral da estória: Devemos sempre seguir o exemplo de Gigi, ficarmos continuamente voltados para o Astro-Rei : Jesus Cristo. Mesmo que Ele se esconda por detrás de densas e grossas nuvens; ou seja; quando durante nossos momentos de angústias, sofrimentos e tribulações, Ele não der pronta resposta diante das nossas súplicas. Mesmo assim devemos sempre permanecermos voltados para Ele... pois Ele brilha mais radiante ainda o outro lado...e... mais cedo ou mais tarde, mas a Seu Tempo, Ele ressurgirá.   Amém!

                                      O MENINO JESUS E O COELHINHO

O Menino Jesus morava numa Casinha em um bosque. Perto da Casa D’Ele morava uma Mamãe Passarinho, da qual Ele gostava muito.
Todos os dias, a Mamãe Passarinho acordava bem cedinho e voava ligeiro à procura de alimentos.
Porém um dia, ela deixou seu ninho sozinho por mais tempo... É que ela se distraiu com algumas minhoquinhas que encontrou pelo caminho. E adivinha o que aconteceu? A Dona Raposa encontrou o ninho sozinho e levou todos os ovinhos da Mamãe Passarinho.
E Mamãe Passarinho quando voltou para o ninho e não mais encontrou seus ovinhos, começou a piar aflita!
Perto Dalí estava o Menino Jesus acompanhado de um Anjo, Eles ouviram o piar aflito dela, pois seus ovinhos haviam desaparecido.
O Menino Jesus resolveu pedir ajuda aos bichos que passavam:
-Pediu ao gatinho, se ele ajudaria a encontrar os ovinhos da Mamãe Passarinho, mas ele não quis, preferiu ir brincar com um sininho.
-Pediu então à Dona Vaca, mas ela disse que não podia ajudá-Lo, pois precisava se alimentar muito e beber bastante água para produzir mais leite no outro dia.
Então, o Menino Jesus resolveu voltar para a Sua Casa... E, no caminho ainda encontrou o Coelhinho que estava deitado entre as folhas de uma árvore. Ele lhe contou o que havia acontecido com os ovinhos da Mamãe Passarinho.
Mais que depressa levantou o Coelhinho e foi procurar os ovinhos. Pensou ele que seria muito fácil encontrá-los, uma vez, que ele é muito esperto. Começou então perguntando aos seus amiguinhos: Sr. Leão, Sr. Lobo, Sr. Esquilo, entre outros. Um deles lhe informou que havia visto Dona Raposa carregando uns ovinhos e que talvez pudessem ser os da Mamãe Passarinho.
Então o Coelhinho resolveu segui-la... Mas que tristeza! Ela havia comido todos os ovinhos!
E agora? Pensou o coelhinho. Então teve uma idéia! Para agradar o Menino Jesus, resolveu pedir um ovinho a cada um dos seus amigos passarinhos.
Foi então até o galinheiro, onde recebeu muitos ovinhos, mas, pediu também a outras aves: à Mamãe Pata, à Mamãe Ganso...
Assim ele juntou uma cesta cheia de ovinhos e levou-os para dar ao Menino Jesus. Jesus, muito contente, recompensou o Coelhinho.
Daí em diante, durante a Páscoa, ele é o encarregado de distribuir os ovinhos para as crianças boas e obedientes de todo o mundo.
Desde então, na Véspera da Páscoa, as crianças correm para os quintais de suas casas e constroem seus ninhos e ficam esperando o Coelhinho depositar os ovinhos neles.
MORAL DA HISTÓRIA: Não sejamos como o gatinho ou a dona Vaca preocupados com as suas distrações (divertimentos) ou com o seu trabalho e necessidades diárias prontamente o chamado do Menino Jesus, dando o seu sim! Saibamos, , ao ponto de dizer não para o Menino Jesus. Façamos como o coelhinho que atendeu portanto que por vezes virão dificuldades, provações, sofrimentos, como aconteceu com o coelhinho que achou a princípio muito fácil a missão... Mas o imitemos, pois que ao deparar com as dificuldades, ele se esforçou e fez tudo que lhe foi possível para agradar ao Menino Jesus, assim façamos, aceitando tudo com amor principalmente as cruzinhas diárias. Ele, o Menino Jesus, nos recompensará com algo bem maravilhoso e maior: A Coroa da Vida Eterna!

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